Talvez você tenha ouvido isso durante tanto tempo que acabou acreditando.
“Eu nunca fui bom em Matemática.”
“Matemática não é para mim.”
“Eu sou de Humanas.”
“Eu tento, mas não consigo.”
Quando uma pessoa passa anos ouvindo ou repetindo essas frases, é natural que comece a acreditar que existe alguma coisa nela que simplesmente não funciona quando o assunto é Matemática.
Mas será que é realmente isso?
Talvez a dificuldade não esteja na sua capacidade
Aprender Matemática não depende apenas de inteligência.
Existe uma construção.
Um conceito ajuda a compreender outro. Uma habilidade serve de apoio para a seguinte. Quando essa construção acontece de maneira adequada, o estudante consegue avançar e estabelecer relações entre os conhecimentos.
O problema aparece quando alguma parte dessa construção fica incompleta.
Uma dificuldade que parecia pequena pode começar a atrapalhar conteúdos que vêm depois.
Por exemplo, alguém pode chegar ao Ensino Médio sabendo realizar algumas operações, mas ainda ter insegurança com frações, números negativos ou porcentagem.
Quando aparecem equações, funções ou problemas mais complexos, a dificuldade parece estar na álgebra.
Mas talvez a origem esteja muito antes.
“Eu entendo quando o professor explica, mas depois não consigo fazer”
Essa é uma situação bastante comum.
Durante a explicação, tudo parece fazer sentido.
Você acompanha o professor, resolve alguns exercícios e pensa:
“Agora eu entendi.”
Depois de alguns dias, aparece uma questão um pouco diferente.
E então surge a sensação:
“Eu não sei fazer.”
Isso não significa necessariamente que você seja ruim em Matemática.
Pode significar que você conseguiu acompanhar um procedimento, mas ainda não construiu uma compreensão suficientemente sólida para utilizá-lo em uma situação diferente.
Existe uma diferença importante entre reconhecer uma solução e saber construir uma solução.
Matemática não deveria ser apenas uma coleção de regras
Quando a Matemática é ensinada apenas como uma sequência de procedimentos, é possível até conseguir bons resultados em determinados exercícios.
Mas surge uma dificuldade quando a questão muda.
Qual operação devo fazer?
Por que devo fazer essa operação?
O que essa informação significa?
Existe outra maneira de resolver?
Essas perguntas exigem mais do que memória.
Exigem raciocínio.
E o raciocínio matemático também é construído.
E quando a base ficou incompleta?
Imagine que você tenha aprendido determinado assunto há alguns anos, mas não tenha compreendido completamente seus fundamentos.
Você segue estudando.
Aprende um novo conteúdo.
Depois outro.
E outro.
Com o tempo, as dificuldades começam a se acumular.
O que antes parecia uma pequena dúvida passa a interferir em assuntos cada vez mais complexos.
Nesse momento, é muito fácil chegar à conclusão:
“Eu sou ruim em Matemática.”
Mas existe outra possibilidade:
“Talvez existam fundamentos que eu ainda precise reconstruir.”
Essa mudança de perspectiva é importante.
Porque uma coisa é acreditar que existe um limite na sua capacidade.
Outra é perceber que existem conhecimentos que podem ser desenvolvidos.
Isso significa que você precisa voltar ao início de tudo?
/
Não.
E talvez essa seja uma das primeiras coisas que precisam ser descobertas.
Cada pessoa possui uma história diferente.
Você pode ter dificuldades em determinados conteúdos e dominar outros.
Pode ter uma boa capacidade de cálculo, mas dificuldade para interpretar problemas.
Pode compreender porcentagem, mas não se sentir seguro com frações.
Pode ter aprendido aritmética razoavelmente bem e encontrar dificuldades quando começa a trabalhar com álgebra.
Por isso, simplesmente estudar mais nem sempre resolve.
Antes, é importante entender onde está a dificuldade.
A confiança também faz parte da aprendizagem
Existe ainda outro aspecto que muitas vezes passa despercebido.
Depois de errar muitas vezes, algumas pessoas começam a evitar a Matemática.
Quando precisam resolver um exercício, já começam pensando:
“Eu não vou conseguir.”
Essa expectativa interfere na maneira como a pessoa encara o problema.
Ela pode desistir antes de tentar, procurar imediatamente uma fórmula ou simplesmente decorar um procedimento para terminar a tarefa.
Por isso, recuperar a aprendizagem também pode significar recuperar a confiança.
Não uma confiança baseada em ouvir que “você consegue”.
Uma confiança construída pela experiência de compreender algo que antes parecia impossível.
Talvez você não seja ruim em Matemática
Talvez você tenha aprendido algumas coisas de maneira fragmentada.
Talvez determinados fundamentos não tenham sido suficientemente consolidados.
Talvez ninguém tenha parado para descobrir exatamente onde começou sua dificuldade.
E talvez você tenha passado anos interpretando tudo isso como falta de capacidade.
É por isso que, antes de decidir o que estudar, pode ser importante descobrir o que realmente precisa ser reconstruído.
É assim que trabalhamos na ParteOm
O Centro de Recuperação Matemática e Computacional ParteOm parte de uma ideia simples:
fundamentos antes da complexidade e compreensão antes da memorização.
Por isso, o processo pode começar com uma Avaliação Inicial Individual.
O objetivo não é simplesmente atribuir uma nota.
É compreender o momento atual do estudante, identificar possíveis lacunas e ajudar a encontrar um ponto de partida adequado.
A partir daí, o estudante pode seguir um caminho de aprendizagem compatível com aquilo que realmente precisa desenvolver.
Começar de outro lugar pode mudar muita coisa
Talvez você não precise estudar mais Matemática.
Talvez precise aprender Matemática de uma maneira que faça mais sentido para você.
E talvez a primeira pergunta não seja:
“Como posso estudar mais?”
Mas sim:
“O que está faltando para que eu consiga compreender?”
Se você sempre acreditou que era ruim em Matemática, talvez valha a pena investigar essa conclusão antes de aceitá-la como verdade.
Talvez o problema nunca tenha sido sua capacidade. Talvez tenha sido a sua base.
Quer descobrir por onde começar?
Conheça a Avaliação Inicial Individual da ParteOm e compreenda melhor seu momento atual de aprendizagem.

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